Voltou para ficar?

O San Antonio Spurs começou a temporada com um elenco de 14 jogadores, um a menos do que o máximo permitido pela NBA. Isso mudou com a contratação de James Anderson, trazido de volta pela franquia texana para ajudar a sanar as ausências de Kawhi Leonard e Stephen Jackson. Com isso, o jogador, que estava se preparando para começar a temporada da D-League pelo Rio Grande Valley Vipers, tem a chance definitiva de provar que pode jogar na principal liga profissional americana de basquete.

Voltou para ficar?

Anderson chegou ao Spurs como a 20ª escolha do Draft de 2010, quando a franquia texana teve sua melhor escolha desde que selecionou Tim Duncan em primeiro no recrutamento de calouros de 1997. Credenciado por sua precisão nos arremessos de três pontos e por sua defesa decente, o ala chegou para ser esperança de um time que contava com poucas opções nas posições 2 e 3 na época. E, caso não se lembrem, ele começou bem sua trajetória.

Na pré-temporada de 2010/2011, Anderson apresentou médias de 5,3 pontos e 1,9 rebotes em apenas 18,1 minutos por partida. Acertou 36,4% dos arremessos de três pontos que tentou. Lembro-me de tê-lo visto desempenhar um bom papel defensivo atuando contra Kevin Martin e Danny Granger, o que chegou a render elogios de Gregg Popovich. No entanto, logo no início do campeonato, o imponderável aconteceu…

Depois de atuar por seis jogos e apresentar média de sete pontos por exibição, acertando impressionantes 50% dos tiros de três, Anderson sofreu uma fratura por stress no pé direito. Ficou meses afastado de um time que confiava apenas em Tony Parker, George Hill, Manu Ginobili e Richard Jefferson em sua rotação no perímetro. Como desgraça pouca é bobagem, o novato ainda viu o até então desconhecido Gary Neal assumir seu lugar com maestria e conquistar definitivamente seu lugar na equipe.

A verdade é que, depois da lesão, Anderson não conseguiu apresentar um bom basquete. Pareceu, até mesmo, atravessar dificuldades para voltar à melhor forma física. Por isso, o Spurs decidiu não exercer sua opção para renovar o contrato com o jogador. Mesmo assim, a franquia deu a ele a chance de mostrar seu jogo na Summer League deste ano, torneio em que o ala apresentou médias de 10,6 pontos e cinco rebotes em 26,6 minutos por partida, acertando, novamente, 50% dos seus tiros de três pontos.

O desempenho não foi o bastante para convencer o Spurs, mas chamou a atenção do Atlanta Hawks, que deu a Anderson a chance de participar da pré-temporada da equipe. No entanto, o ala acabou dispensado após apresentar médias de apenas dois pontos e 0,7 rebotes em 10,7 minutos por partida, acertando somente 18,2% dos arremessos de três que tentou.

Agora, Anderson viu desabar dos céus a chance de voltar a atuar na NBA. Sem alas no elenco, o Spurs viu a chance de contratar alguém barato, que conhecesse o sistema do time e que tivesse potencial na defesa e nos tiros de três pontos. Características que o tornam um bom candidato à 15ª vaga no elenco da equipe texana até o fim da temporada.

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor do LANCE!Net desde 2013, três anos após ter sido estagiário do Diário LANCE!. Neste meio tempo, foi repórter de automobilismo na agência mob36, redator do UOL Esporte e colunista no Basketeria.

Publicado em 24/11/2012, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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