Arquivo diário: 24/11/2012

Voltou para ficar?

O San Antonio Spurs começou a temporada com um elenco de 14 jogadores, um a menos do que o máximo permitido pela NBA. Isso mudou com a contratação de James Anderson, trazido de volta pela franquia texana para ajudar a sanar as ausências de Kawhi Leonard e Stephen Jackson. Com isso, o jogador, que estava se preparando para começar a temporada da D-League pelo Rio Grande Valley Vipers, tem a chance definitiva de provar que pode jogar na principal liga profissional americana de basquete.

Voltou para ficar?

Anderson chegou ao Spurs como a 20ª escolha do Draft de 2010, quando a franquia texana teve sua melhor escolha desde que selecionou Tim Duncan em primeiro no recrutamento de calouros de 1997. Credenciado por sua precisão nos arremessos de três pontos e por sua defesa decente, o ala chegou para ser esperança de um time que contava com poucas opções nas posições 2 e 3 na época. E, caso não se lembrem, ele começou bem sua trajetória.

Na pré-temporada de 2010/2011, Anderson apresentou médias de 5,3 pontos e 1,9 rebotes em apenas 18,1 minutos por partida. Acertou 36,4% dos arremessos de três pontos que tentou. Lembro-me de tê-lo visto desempenhar um bom papel defensivo atuando contra Kevin Martin e Danny Granger, o que chegou a render elogios de Gregg Popovich. No entanto, logo no início do campeonato, o imponderável aconteceu…

Depois de atuar por seis jogos e apresentar média de sete pontos por exibição, acertando impressionantes 50% dos tiros de três, Anderson sofreu uma fratura por stress no pé direito. Ficou meses afastado de um time que confiava apenas em Tony Parker, George Hill, Manu Ginobili e Richard Jefferson em sua rotação no perímetro. Como desgraça pouca é bobagem, o novato ainda viu o até então desconhecido Gary Neal assumir seu lugar com maestria e conquistar definitivamente seu lugar na equipe.

A verdade é que, depois da lesão, Anderson não conseguiu apresentar um bom basquete. Pareceu, até mesmo, atravessar dificuldades para voltar à melhor forma física. Por isso, o Spurs decidiu não exercer sua opção para renovar o contrato com o jogador. Mesmo assim, a franquia deu a ele a chance de mostrar seu jogo na Summer League deste ano, torneio em que o ala apresentou médias de 10,6 pontos e cinco rebotes em 26,6 minutos por partida, acertando, novamente, 50% dos seus tiros de três pontos.

O desempenho não foi o bastante para convencer o Spurs, mas chamou a atenção do Atlanta Hawks, que deu a Anderson a chance de participar da pré-temporada da equipe. No entanto, o ala acabou dispensado após apresentar médias de apenas dois pontos e 0,7 rebotes em 10,7 minutos por partida, acertando somente 18,2% dos arremessos de três que tentou.

Agora, Anderson viu desabar dos céus a chance de voltar a atuar na NBA. Sem alas no elenco, o Spurs viu a chance de contratar alguém barato, que conhecesse o sistema do time e que tivesse potencial na defesa e nos tiros de três pontos. Características que o tornam um bom candidato à 15ª vaga no elenco da equipe texana até o fim da temporada.

Spurs (10-3) @ Pacers (6-8) – Valeu pela vitória

104×97

Sabe aquela velha frase “o importante são os três pontos”, usada à exaustão nos campos de futebol pelo Brasil? Pois seria mais ou menos o discurso dos jogadores do San Antonio Spurs após a vitória por 104 a 97 sobre o Indiana Pacers. Foi um jogo feio, sofrido, mas que no final rendeu mais um triunfo no bom começo de temporada dos texanos.

Na careta de Manu Ginobili, um retrato do que foi a partida

Pegando fogo!

Apesar dos problemas apresentados pela equipe de forma coletiva, Tony Parker teve sua melhor aparição na temporada até agora. O armador começou com tudo a partida, acertando nove de seus primeiros dez arremessos, e antes mesmo do intervalo batia a marca de 20 pontos anotados – importantíssimos para manter o time vivo durante o primeiro tempo. O camisa #9 voltou a ser o “bom e velho” Parker, infiltrando com confiança e comandando o time com suas jogadas individuais em momentos críticos. No fim, o francês deixou a quadra com 33 pontos, sua melhor marca em 2012/2013.

Sem Tony Parker, tudo estaria perdido

Apagão geral

Depois de um bom início de partida, o Spurs caiu de desempenho de forma impressionante quando os reservas começaram a entrar em quadra. O banco, importante arma em outros jogos, sofre com as ausências de Kawhi Leonard e Stephen Jackson, o que ficou claro quando a equipe sofreu a virada e deixou o rival abrir ainda no segundo quarto. O problema é que nem mesmo a volta dos titulares reestabeleceu a ordem e os texanos continuaram perdidos no terceiro período.

Passividade

Em poucas oportunidades vi um San Antonio Spurs tão passivo em quadra como no terceiro quarto contra o Indiana Pacers. Defesa frouxa, ataque bagunçado e sem movimentação e a vantagem do adversário ultrapassou os 15 pontos. A equipe só se manteve no jogo graças às jogadas individuais de Parker e do incansável Tim Duncan.

A dupla, até então, anotara mais de dois terços da pontuação de todo o time. Por incrível que pareça, a reação só começou quando Popovich chamou Matt Bonner para entrar em quadra pela primeira vez. Não o que o “Red Rocket” tenha tido uma atuação memorável, mas nos nove minutos em que ficou em quadra, o saldo foi de +6 pontos a favor do Spurs.

Gênio é gênio

Popovich começou o último quarto com uma formação estranha, com três homens grandes, Diaw, Bonner e Splitter, acompanhados de Mills e Manu, e a desvantagem caiu para apenas dois pontos. Mas uma sequência de erros ofensivos fez com que a diferença subisse novamente para 11. Foi então que brilhou a estrela do gênio argentino. Com duas jogadas consecutivas de falta e cesta, Manu colocou o Spurs de novo na rota, quando o barco já parecia afundar. A sequência levantou os ânimos dos companheiros, que a partir de então mudaram a postura, principalmente na defesa, acuando o adversário até conseguir a virada.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 33 pontos e dez assistências

Tim Duncan – 22 pontos e 17 rebotes

Manu Ginobili – 19 pontos

Indiana Pacers

David West – 22 pontos e oito rebotes

Paul George – 15 pontos e quatro rebotes

Roy Hibbert – Dez pontos e 11 rebotes

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