Sempre alerta, Mills!

Não dá para aproveitar melhor uma oportunidade. Beneficiando-se da ausência de Stephen Jackson, gripado, Patrick Mills veio do banco de reservas na vitória do San Antonio Spurs sobre o Sacramento Kings e anotou 18 pontos, sendo o segundo maior cestinha da partida, atrás apenas de Tim Duncan, que marcou 23. Com uma atuação dessas, o armador australiano prova que está pronto para assumir uma fatia na rotação do time texano se Gregg Popovich assim quiser.

Patrick Mills em ação pelo Spurs; será que veremos isso mais vezes? (NBAE/Getty Images)

Neste início de campeonato, o treinador vem usando Gary Neal como armador reserva, assim como fez no fim da temporada passada. No entanto, com o desfalque do capitão, o camisa #14 foi empurrado para uma das alas da segunda unidade, ao lado de Manu Ginobili, e Mills pôde atuar por 21 minutos – aproveitando-se, também, do estado físico de Tony Parker, outro limitado pela gripe.

O australiano tem um estilo parecido com o do francês. Tanto Mills quanto Parker gostam de usar o bloqueio dos pivôs para abrir espaço para uma infiltração ou um arremesso de média distância. Os dois também gostam de puxar o contra-ataque em velocidade quando o time recupera a bola. No entanto, mesmo sendo um jogador que cria mais para ele mesmo do que para o time, o camisa #8 tem mais facilidade em envolver os companheiros do que Neal, que é um ala-armador de origem e que sempre prioriza o arremesso.

Apesar das características semelhantes, Mills está longe de Parker tecnicamente. O francês é muito melhor em pontuar e em comandar o ataque do time. No entanto, o australiano tem duas vantagens sobre o francês. A primeira delas é a forte defesa – ontem, por exemplo, ele foi o principal responsável por segurar o perigoso Isaiah Thomas a apenas dez pontos.

Além disso, Mills também é especialista no arremesso de três pontos. Isso pode fazer a diferença em uma segunda unidade com excelentes passadores, como Manu Ginobili, Stephen Jackson, Tiago Splitter e, agora, Boris Diaw, já que Pop promoveu o retorno de DeJuan Blair ao time titular.

Entendo o técnico do Spurs quando ele opta por deixar Mills de fora da rotação. Afinal, para ele entrar em quadra, atletas importantes, com Neal, Manu, Jackson, Danny Green e/ou Kawhi Leonard, precisariam perder tempo de jogo. No entanto, o armador provou que está pronto para quando for acionado. Por isso, peço que Pop o acione mais vezes, especialmente quando suas características forem exigidas: velocidade, arremesso de três pontos e defesa na posição 1. Coloca o Mills, professor!

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor do LANCE!Net desde 2013, três anos após ter sido estagiário do Diário LANCE!. Neste meio tempo, foi repórter de automobilismo na agência mob36, redator do UOL Esporte e colunista no Basketeria.

Publicado em 10/11/2012, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 7 Comentários.

  1. Mills deveria ser o PG reserva a muito tempo. Neal é bom, mas não é armador, todo jogo em que a marcação aperta nele, o mesmo acaba cometendo vários TO. Basta rever o último jogo contra o LAC. Outro que gostaria de ver em quadra é o Nando de Colo, o problema é que tem muita gente para poucas posições; creio que o Spurs deveria pensar em uma troca.

  2. Não houve post do pós-jogo contra os Kings…

    Grande Tim Duncan ontem, mais uma vez

  3. Neal jogando de reserva na 1 força Ginobili a ser muito mais um armador do que um definidor, já com as características de Mills (parecidas com Parker) na 1 pode facilitar pro argentino fazer o que mais sabe, decidir. Como disse Popovich “No Manu, no championships”.

  4. Penso que hoje contra os Portland há que ter cuidado com o Rookie mais espetacular da NBA na minha opinião, Damian Liliard.

    Apesar de todos falarem do Anthony Davis, penso que o Liliard vai ser grande candidato para o rookie of the year. Exelente base! Cuidado com ele…

  5. Pessoal, vamos ter tempo pra experimentar. Se o time mantiver o esquema de apenas uma derrota a cada 5 partidas, teremos facilidade pra testar muito. Posso estar equivocado, mas mesmo sendo conservador acredito que veremos Mills na 1, Neal na 1 e na 2, Manu vindo do banco e começando jogos, Green idem a Manu, De Colo jogando na 1 e na 2 também. Onde teremos menos variação é na 3, onde veremos mais Jack se revezando com Leonard já que os dois defendem muito e são importantes arremessadores, cada um com suas características.
    Acredito que veremos Bonner jogando cada vez menos, e uma enorme variação entre as posições 4 e 5 com Duncan, The Fundamental, sendo sempre obviamente titular e também Splitter, Diaw, Blair, todos eles tendo lugar pra começar e entrar durante as partidas.
    O Spurs é a equipe mais equilibrada e bem dimensionada da Liga, tendo sempre um jogador em boa fase pra cada partida. Até o momento já se destacaram em jogos distintos Parker, Leonard, Green, Blair e Mills, além do fenomenal Duncan que com trocentos anos ainda dá aula de basquete pra 90% da NBA. Além disso estou contente com a regularidade de Neal, Splitter e Diaw, que se não arrebentaram em algum jogo ainda pelo menos estão fazendo um bom papel quando estão em quadra.
    Ainda esperando um jogo em que será a vez do Manu arrebentar! E gostaria muito que fosse nesse contra o Blazers, porque enfrentar o garrafão com Aldridge e o novado que está voando vai ser difícil.

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