Arquivo diário: 03/11/2012

Spurs (3-0) vs Jazz (1-2) – Complicou mas ganhou

110×100

O San Antonio Spurs recebeu o Utah Jazz na noite deste sábado (3) e conseguiu sua terceira vitória em três partidas disputadas na temporada. A equipe voltou a mostrar um jogo consistente e, apesar de ter vacilado e deixado o jogo mais difícil do que ele caminhava para ser, venceu o adversário com certa tranquilidade pelo placar de 110 a 100. Contando com a volta de Manu Ginobili e mais tempo de quadra para jogadores do banco, o time texano promoveu a estreia do novato Nando de Colo, que ficou apenas três minutos em quadra. Veja o que de melhor aconteceu no duelo.

É tóis, Green! (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

Repetitivo, mas a gente gosta

Está até cansando falar, mas novamente Tim Duncan foi o melhor jogador do Spurs em quadra – novamente ao lado do armador Tony Parker. O veterano parece fisicamente muito melhor do que esteve na última temporada e, bem utilizado por Gregg Popovich e bem auxiliado pelos jogadores de rotação, tem rendindo o suficiente para ser decisivo para o time. Mesmo em uma partida na qual não teve tantos minutos por conta do rodízio de atletas implantado pelo treinador, o ala-pivô conseguiu pontuar bem e pegar rebotes, além de, novamente, colaborar bem para trancar o garrafão com seus tocos – que têm aparecido em maior abundância nesse começo de temporada.

Olha quem voltou!

O retorno! (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

O retorno de Manu Ginobili ao time deve ser comemorada e, ao mesmo tempo, vista com cautela. O argentino voltou apresentando o bom e velho arsenal ofensivo e também colaborou na defesa, mas sem o mesmo destaque de outrora. O jogador, porém, será claramente poupado por Popovich ao longo do campeonato. Sua forma física parece apresentar leve melhora, mas está longe de ser ideal para aguentar o ritmo intenso de partidas que a NBA oferece na temporada regular. Será guardado para os playoffs e quando entrar, como fez hoje, será referência principalmente nos momentos em que as partidas apertarem – como foi o caso do duelo.

Acorda, Spurs!

O time apresentou no duelo contra o Jazz uma característica que foi bastante vista na temporada regular passada e preocupou bastante, chegando, por exemplo, à série decisiva em que foi eliminado pelo Oklahoma City Thunder: abrir boa vantagem no primeiro tempo, cochilar e tomar pressão no segundo.

Os dois primeiros períodos foram quase perfeitos, mas a volta do intervalo foi alarmante. O time dormiu e, quando se deu conta, o Jazz havia diminuído toda a vantagem que o Spurs construiu ao longo da partida.

Muito disso, é claro, se deve ao rodízio de jogadores que Popovich implantou, dando ao banco de reservas a maior utilização nas três partidas disputadas na temporada até o momento. Colaborou também a ótima partida de Mo Williams, armador adversário, que aproveitou a marcação frouxa nele e pontuou a torto e a direito. Fica o exemplo para que o time conserte esse tipo de erro e evite complicar jogos que caminhavam para ser mais fáceis. No final das contas, com o choque da complicação, o Spurs dominou amplamente o último quarto e obteve a vitória. Mas não precisamos de emoções desnecessárias, não é mesmo?

Bowen, é você?

Chama a atenção de qualquer um a maneira como Kawhi Leonard se comporta em quadra. Esforçado ao extremo, tem se mostrado um defensor ainda melhor do que o da última temporada, quando era novato. Sua sensatez na marcação também é aplicada nos arremessos, escolhidos a dedo pelo ala, que fez outra ótima partida. Pode não ter pontuado muito, mas foi fundamental para brecar a reação do Jazz nos momentos mais críticos, sendo o mais lúcido do time na defesa de perímetro. Cada vez mais, Leonard vai mostrando que a troca por George Hill valeu muito a pena.

Destaques da partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 24 pontos e dez assistências

Tim Duncan – 19 pontos, 11 rebotes e 7-14 nos arremessos de quadra

Kawhi Leonard – 13 pontos, cinco rebotes, três assistências e 5-5 nos arremessos de quadra

Manu Ginobili – Oito pontos e 4-7 nos arremessos de quadra

Tiago Splitter – Cinco pontos e cinco rebotes

Utah Jazz

Mo Williams – 29 pontos e nove assistências

Paul Millsap – 17 pontos e dez rebotes

‘Feliz? Não é uma palavra para o basquete’, diz Pop

São dois jogos e duas vitórias para o San Antonio Spurs no início da temporada 2012/2013 da NBA. Em ambas o time jogou bem, teve uma defesa sólida e escolheu bem seu leque de arremessos. E nenhuma cometeu muitos erros bobos. A consistência do time animou especialistas e torcedores, mas não conseguiu contagiar o técnico Gregg Popovich. Aclamado como o melhor treinador da atualidade – e um dos melhores de todos os tempos – ele não consegue ficar feliz quando o assunto é basquete. Que o diga David Aldridge, da TNT, um dos jornalistas mais renomados dos Estados Unidos quando o assunto é basquete.

Reprodução

Popovich e sua cara de ‘felicidade’ ao ser entrevistado (Reprodução/YouTube)

Durante uma das entrevistas que acontecem durante o jogo, Aldridge foi conversar com Popovich em um momento no qual a partida diante do Oklahoma City Thunder estava tensa e bastante equilibrada. Conhecido por fazer um estilo mais despojado, ele levou uma bela patada de Pop ao tentar falar sobre o desempenho do Spurs, que havia deixado o adversário encostar com bolas de longa distância.

“Pop, o Spurs estava com uma boa seleção de arremessos durante o terceiro período. O quanto você estava feliz com isso antes do Thunder conseguir neutralizar isso e encostar no placar?”, perguntou Aldridge, ao vivo, antes do início do quarto quarto.

“Feliz? Feliz? Essa é uma palavra que não existe quando tratamos do jogo”, respondeu Popovich, com ar de poucos amigos. O repórter tentou continuar, mas Popovich simplesmente saiu andando. A atitude, é claro, virou piada e meme na internet.

Essa é apenas mais uma história envolvendo Popovich e a imprensa – uma relação de ódio e ódio que já rendeu ao treinador broncas em casa. Sim, afinal sua esposa tem feito desde o início da pré-temporada apelos para o marido ser menos estúpido com os jornalistas. Sua relação com a mídia rende piadas nos Estados Unidos, onde o treinador é tido como um “homem de quatro palavras” por suas entrevistas sempre curtas e grossas com Craig Sager, repórter de quadra que cobre a NBA.

Se quiser ler mais sobre a relação de Popovich com a imprensa e os pitacos de sua esposa, veja matéria de outubro deste ano do Yahoo! Sports.

Novo Spurs versão 2012/2013

Movimentação de bola, ritmo acelerado, descanso para os titulares e participação intensa dos reservas. Essas foram as principais características do San Antonio Spurs ao longo da temporada 2011/2012 da NBA. No entanto, nos dois primeiros jogos da equipe texana – vitórias sobre o New Orleans Hornets e o Oklahoma City Thunder – no campeonato que acaba de se iniciar, tudo isso parece ter ficado para trás. Será cedo para afirmar que Gregg Popovich quer mudar a cara do time?

Veteranos em quadra: veremos bastante disso? (D. Clarke Evans/NBAE/Getty)

A primeira diferença da pequena amostra de equipe que tivemos até aqui em relação à da temporada passada é a participação de seus principais jogadores. Talvez por conta do locaute, Pop preservou bastante seus comandados ao longo do campeonato passado. Tony Parker, por exemplo, saltou de 32 para 35 minutos por partida. O acréscimo do tempo de quadra de Tim Duncan é ainda mais acentuado: de 28,2 para 34 minutos por exibição.

Os números de Manu Ginobili, obviamente, ainda não estão disponíveis para comparação, já que o argentino perdeu os dois primeiros jogos da temporada por conta de dores nas costas.

Por outro lado, o tempo de quadra de alguns coadjuvantes, consequentemente, caiu. São os casos de Patrick Mills, de 16,3 para quatro minutos por jogo; de Gary Neal, de 21,5 para 17; Matt Bonner, de 20,4 para nove, e do brasileiro Tiago Splitter, que caiu de 19 para dez. Além deles, DeJuan Blair só atuou em uma partida, enquanto Cory Joseph e Nando De Colo sequer pisaram na quadra.

As exceções à regra são Danny Green, Kawhi Leonard e Boris Diaw, que cada vez mais se estabelecem como titulares da equipe, e o importante veterano Stephen Jackson, que, na ausência de Manu, exerceu com eficiência a função de sexto homem. Esses quatro viram seu tempo de quadra aumentar no início da temporada.

Mas não é só a rotação que mudou. A velocidade do jogo do time também está diferente. No último campeonato, O Spurs marcava, em média, 107,3 pontos por jogo, enquanto levava 96,5. De acordo com o site Basketball Reference, o ritmo da equipe era o sétimo mais rápido de toda a NBA. Nos dois primeiros jogos desta temporada, em comparação, o Spurs marca uma média de 92,5 pontos, enquanto sofre 89,5. O ritmo foi o sétimo mais lento entre os 23 times que estrearam até a noite de quinta-feira (1º).

Claro que ainda é cedo para tirar conclusões. Mas adotar uma velocidade mais lenta de jogo e contar com um calendário não tão apertado quanto o de uma temporada de locaute pode, sim, fazer com que o Spurs tenha seus veteranos em quadra por mais tempo. Será um fato circunstancial pelo início da temporada ou será que vem aí mais uma versão do time que não para de se reinventar?

Spurs (2-0) @ Jazz (1-1) – Temporada Regular

San Antonio Spurs vs Utah Jazz – Temporada Regular

Data: 03/11/2012

Horário: 22h30 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Cotação no Apostas Online: Spurs 1,29 (favorito) x Jazz 3,66

Após dois jogos e duas vitórias em seu começo de temporada 2012/2013 na NBA, o San Antonio Spurs volta a jogar diante da sua torcida para tentar se manter com 100% de aproveitamento na competição. O adversário da vez é o Utah Jazz, franquia que vem de revés diante do New Orleans Hornets, franquia derrotada pelo time texano em sua estreia na liga. Sem fazer surpresas, o técnico do time da casa, Gregg Popovich, deverá manter a escalação e a rotação da maneira como fez nas vitórias sobre Oklahoma City Thunder e o próprio Hornets.

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – Boris Diaw

C – Tim Duncan

Fique de Olho - Avassalador na vitória sobre o Thunder, o armador francês Tony Parker assume cada vez mais o posto de principal atleta do elenco. Sua velocidade continua sendo a característica ofensiva mais efetiva, mas o jogador tem apresentado um cartel de arremessos mais vasto do que nos últimos anos, o que só aumenta sua colaboração ofensiva.

PG – Mo Williams

SG - Gordon Hayward/Randy Foye

SF – Marvin Williams

PF – Paul Millsap

C – Al Jefferson

Fique de Olho  - Em um time ofensivamente bastante limitado, o ala-armador Randy Foye assume a responsabilidade de vir do banco e incomodar a defesa adversária com seus arremessos de média e longa distância. Na derrota para o Hornets foram suas bolas – e seus 20 pontos – que mantiveram o Jazz na disputa até os segundos finais.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 47 outros seguidores