Um pouco de história: David Robinson estava lá

A quinta-feira foi um dia especial para o basquete nacional. Na data, comemorou-se o aniversário de 25 anos do título Pan-Americano conquistado em Indianápolis, com uma expressiva vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos na final – o último grande título da seleção brasileira masculina. Entrando na onda das homenagens feitas nesta semana, decidi escrever sobre como a fatídica partida tem a ver com o San Antonio Spurs.

Robinson não ficou feliz com a prata… (Steve McGill/Wikimedia)

Naquela época, a seleção americana ainda usava jogadores universitários – a primeira equipe montada com astros da NBA foi o lendário Dream Team que encantou o mundo nas Olimpíadas de Barcelona-1992. No Pan, o cenário era o mesmo, e o time montado para a competição em 1987 tinha como principal nome um pivô que atuava pela Academia Naval chamado David Robinson.

Na campanha que rendeu a prata aos Estados Unidos, o Almirante, como viria a ser conhecido posteriormente, apresentou médias de 14 pontos, nove rebotes e 2,1 tocos por exibição. Na final, o pivô foi o cestinha da seleção americana ao anotar 20 pontos – foi ofuscado “apenas” pelas atuações monstruosas de Oscar, que anotou 46, e de Marcel, que deixou a quadra com 31.

Robinson havia abacado de terminar sua quarta e última temporada universitária pela equipe da marinha, na qual apresentou médias de 28,2 pontos, 11,8 rebotes e 4,5 tocos por exibição. O desempenho chamou a atenção do Spurs, que tinha a primeira escolha do Draft naquele ano. No entanto, por opção pessoal, o pivô só se juntou à franquia em 1989.

A chegada do Almirante foi o primeiro passo para que a franquia texana se colocasse no mapa da NBA e passasse a figurar entre as grandes equipes da liga profissional americana. Com Robinson em quadra, o Spurs ganhou seus dois primeiros títulos, em 1999 e 2003 – o segundo marcou a despedida do jogador das quadras. Em sua carreira profissional, toda construída em San Antonio, o pivô apresentou médias de 21,1 pontos, 10,6 rebotes e 2,9 tocos por exibição. Foi dez vezes All-Star e eleito o MVP da temporada 1994/1995.

Antes de se aposentar, Robinson ainda teve a chance de se redimir frente à torcida americana após perder o Pan para o Brasil. O pivô fez parte do lendário Dream Team de 1992, contribuindo com nove pontos, 4,1 rebotes e 1,5 tocos por jogo.

Para nós, fãs brasileiros do Spurs, é curioso ver como a história do basquete do nosso país tem um ponto em comum com a da nossa franquia predileta. Espero que o texto tenha servido para que fãs mais novos tenham aprendido um pouco e para que os mais antigos tenham relembrado este momento histórico do esporte nacional.

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor do LANCE!Net desde 2013, três anos após ter sido estagiário do Diário LANCE!. Neste meio tempo, foi repórter de automobilismo na agência mob36, redator do UOL Esporte e colunista no Basketeria.

Publicado em 25/08/2012, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 1 Comentário.

  1. Um monstro e um dos pivôs mais underrated da história da Liga. Foi dominante numa época em que a Liga contava com Hakeem Olajwuon, Pat Ewing, Shawn Kemp e o jovem Shaquile O’neal.
    Essa semana, na capa do site da NBA, a partida em que ele anotou 71 pontos contra o Clippers em 1994.

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