A confiança de Patrick Mills

Neste domingo, às 07h15 (de Brasília), a seleção brasileira masculina de basquete estreia nas Olimpíadas de Londres-2012 contra a Austrália. Pela frente, a equipe de Tiago Splitter e companhia terá um time comandado por um companheiro do pivô no San Antonio Spurs: Patrick Mills, que acaba de renovar seu contrato com a franquia texana. Nesta última semana, o armador mostrou-se confiante em uma vitória sobre os brasileiros… ele tem razão ou trata-se apenas de estratégia?

Mills é o destaque da Austrália. Olho nele, Alex!

No último amistoso preparatório das duas seleções para os Jogos, o Brasil venceu a Austrália por 87 a 71 sem maiores dificuldades. Porém, pela proximidade do jogo oficial, é bem provável que as duas equipes tenham escondido o jogo. De acordo com o site americano Project Spurs, Mills, que anotou 14 pontos contra o time de Rubén Magnano, prometeu outra postura para o duelo válido pelas Olimpíadas.

“Foi uma situação estranha porque o amistoso estava marcado antes de nossa agenda em Londres ser divulgada. A princípio, não queríamos jogar da maneira como gostaríamos, como se estivéssemos escondendo nosso jogo. Ainda existem muitas coisas que podemos aprender daquele jogo e definitivamente aprendemos muito a respeito do que eles podem e do que eles não podem fazer”, disse Mills, em entrevista à imprensa local.

É possível entender a postura e a confiança do armador. Primeiramente, porque, com a ausência do pivô Andrew Bogut, Mills se tornou o principal nome da seleção australiana e tem a responsabilidade de motivar seus companheiros às vésperas da competição. Além disso, vale lembrar que o jogador terminou a temporada em alta: deixou o basquete chinês, acertou com o Spurs, brigou pelo título da NBA e renovou seu contrato com a franquia.

Na seleção, Mills costuma ficar à vontade com o papel de protagonista. O Project Spurs lembrou-se da exibição de gala do australiano em 2008 – quando o jogador ainda nem atuava na NBA -, contra os Estados Unidos. A exibição, com direito a 20 pontos anotados, arrancou elogios de ninguém mais, ninguém menos do que Chris Paul.

“Patty não estava na NBA em 2008 e fez um trabalho incrível na época, e ele é um jogador ainda melhor hoje. Na seleção, ele é um jogador diferente do que na NBA, ele fica solto, não para e consegue ser o jogador que ele realmente é”, declarou o armador do Los Angeles Clipers, em entrevista ao Herald Sun.

Vivendo um bom momento, a seleção brasileira é favorita contra a Austrália. Para reverter este panorama, Mills terá de se desdobrar para levar vantagem sobre Marcelinho Huertas dos dois lados da quadra. Além disso, terá de se virar para pontuar quando Alex for deslocado para sua marcação. Será que o jogador do Spurs é capaz disso?

Leia mais: Veja o calendário de jogos e o elenco da seleção brasileira

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor do LANCE!Net desde 2013, três anos após ter sido estagiário do Diário LANCE!. Neste meio tempo, foi repórter de automobilismo na agência mob36, redator do UOL Esporte e colunista no Basketeria.

Publicado em 28/07/2012, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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