Reconstruindo o Spurs – O garrafão

Termina neste sábado (7) o especial Reconstruindo o Spurs, que produzi para falar sobre o elenco do San Antonio Spurs e sobre possíveis movimentações da franquia texana nesta offseason. Após falar dos armadores e dos alas do plantel, é hora de analisar as opções para o garrafão do time.

Com as boas movimentações do Spurs no fim da última temporada regular, o técnico Gregg Popovich, enfim, encontrou um garrafão titular confiável para os playoffs. O problema é que os dois membros do quinteto inicial são free agents nesta offseason, enquanto os reservas não foram bem na pós-temporada. Uma presença física, capaz de defender o aro e conter infiltrações, também fez falta. Ao menos, um reforço vindo da Europa parece estar bem encaminhado. Leia mais sobre o panorama a seguir.

Será que eles ficam?

1) O elenco

Tim Duncan – Talvez o maior ídolo da história do Spurs, Duncan vem de uma temporada até certo ponto surpreendente, já que, jogando uma quantidade limitada de minutos, se mostrou mais saudável do que nos últimos anos e conseguiu render bem. O ala-pivô participou de 58 dos 66 jogos da equipe texana na temporada regular com média de 28,2 minutos por exibição – a mais baixa de sua carreira – e conseguiu médias de 15,4 pontos (49,2% FG, 69,5% FT) e nove rebotes por jogo. Agora, o ídolo de San Antonio é agente livre e tem futuro indefinido – embora sua renovação parece estar bem encaminhada.

Boris Diaw – O francês, contratado nas últimas semanas da temporada regular, caiu como uma luva em San Antonio e logo ganhou a vaga de titular. Versátil, o ala-pivô mostrou que sabe passar a bola, pontuar, defender e pegar rebotes, se adaptando ao que o jogo exige dele. Nos playoffs, Diaw apresentou médias de 6,2 pontos (51,4% FG, 50,0% 3 PT, 75,0% FT), 5,2 rebotes e 2,5 assistências por exibição. Agora, no entanto, o jogador é agente livre irrestrito no verão, e ainda tem seu futuro indefinido.

Tiago Splitter – Ao longo da temporada regular, o brasileiro apresentou evolução em relação ao ano como novato – seus números saltaram de 4,6 para 9,3 pontos (61,8% FG, 69,1% FT), de 3,4 para 5,2 rebotes e de 12,3 para 19 minutos por exibição. No entanto, o pivô foi mal na série contra o Oklahoma City Thunder – suas médias caíram para 3,8 pontos (77,8% FG, 39,1% FT) e 1,9 rebotes em 8,8 minutos por exibição na final da Conferência Oeste – o que rendeu até mesmo uma bronca pública de Pop. No entanto, a trajetória de Splitter na NBA está só começando, e o jogador, que ainda tem mais um ano de contrato garantido e uma qualifying offer para 2013/2014, tem tudo para continuar evoluindo – pode até mesmo começar o próximo campeonato como titular se Diaw sair.

Matt Bonner – Especialista em arremessos de três pontos, o ala-pivô apresentou médias de 6,6 pontos (44,0% FG, 42,0% 3 PT, 76,2% FT) e 3,3 rebotes em 20,4 minutos por exibição durante a temporada regular. Porém, como vem acontecendo nos últimos anos, Bonner sentiu o peso dos playoffs, e seus números caíram para 2,4 pontos (31,3% FG, 34,8% 3 PT, 60,0% FT) e 1,9 rebotes em 12,7 minutos por partida na pós-temporada. O jogador tem contrato garantido com a franquia até o fim de 2013/2014.

DeJuan Blair – Cheio de potencial, o ala-pivô pode estar com os dias contados em San Antonio. Blair começou a temporada como titular ao lado de Duncan, participou de 62 dos 66 jogos do Spurs e apresentou médias de 9,5 pontos (53,4% FG, 61,3% FT) e 5,5 rebotes em 21,3 minutos por exibição. Porém, a provável falta de esforço do jogador o fez perder espaço na rotação, principalmente depois da chegada de Diaw. Por isso, o camisa 45 entrou em quadra em apenas dez dos 14 jogos que sua equipe fez nos playoffs, apresentando médias de 3,7 pontos (63,0% FG, 50,0% FT) e 2,3 rebotes em 7,6 minutos por partida. A equipe texana, que tem a opção de dispensar o atleta sem custos antes da próxima temporada, já pensa em trocá-lo.

2) Na Europa

Além de um provável reforço para a temporada 2012/2013, o Spurs ainda tem os direitos de mais dois jogadores de garrafão que atuam no Velho Continente. Conheça-os a seguir.

Erazem Lorbek – O esloveno, que atuou com a camisa do Barcelona na última temporada, tem tudo para ser confirmado como reforço do Spurs nas próximas semanas. O ala-pivô de 28 anos foi selecionado na 46ª escolha do Draft de 2005 pelo Indiana Pacers, e seus direitos foram adquiridos pela franquia texana na troca que enviou George Hill para Indianápolis. Na última temporada, Lorbek atuou em 21 partidas na Euroliga e obteve médias de 13 pontos (52,7% FG, 38,3% 3 PT, 76,1% FT) e 4,6 rebotes em cerca de 25 minutos por jogo. Por ser versátil, pode exercer função semelhante à de Diaw.

Ryan Richards – Selecionado na 49ª escolha do Draft de 2010, o britânico, de apenas 21 anos de idade, parece ser um jogador talentoso, mas toma escolhas duvidosas em sua carreira. Ao longo da última temporada, o ala-pivô deixou o Lugano Tigers, da Suíça, alegando problemas pessoais. Em abril, acertou com o Sokhumi Tbilsi, da Georgia. Disputou cinco partidas em seu novo time, apresentando médias de 12,2 pontos e 5,8 rebotes em 24,4 minutos por exibição. Acredito que o atleta ainda precisa amadurecer e competir em uma liga de alto nível antes de poder se juntar ao elenco do Spurs.

Robertas Javtokas – Selecionado pelo Spurs na 55ª escolha do Draft de 2001, o lituano, que já tem 32 anos de idade, teve sua carreira prejudicada por um acidente de moto em 2002. Hoje, é difícil imaginar que ele ainda pode ter uma chance na NBA. De qualquer modo, o jogador é um pivô clássico, conhecido na Europa por sua boa defesa. Na última temporada, atuou pelo BC Zalgiris, clube de seu país. O atleta disputou 16 jogos na Euroliga e apresentou médias de 6,3 pontos (48,9% FG, 42,1% FT) e 5,2 rebotes em pouco mais de 23 minutos por exibição.

3) No Mercado

O Spurs parece trabalhar para contratar um jogador de garrafão para a próxima temporada. Já foram cogitados Ersan Ilyasova, que pode ajudar com defesa e rebotes na posição 4, Chris Kaman, que tem um invejável arsenal ofensivo, mas deixa a desejar na marcação, Brandon Bass, que pode fazer função semelhante à de Diaw e Lorbek, e nomes mais modestos, como Alexis Ajinca e Nathan Jawai. No entanto, o único nome analisado que ajudaria a sanar a carência na defesa embaixo da cesta seria Marcus Camby, que, no entanto, parece com um pé no Houston Rockets. Por isso, veja abaixo outros jogadores acessíveis que poderiam ajudar.

Kenyon Martin – Meu preferido desta lista, Martin, que já tem 34 anos de idade, já não está mais em seu auge e já não apresenta mais o atleticismo que o consagrou nos tempos de New Jersey Nets. No entanto, com a camisa do Los Angeles Clippers, o ala-pivô mostrou que ainda é um defensor acima da média no cofronto contra Zach Randolph e Marc Gasol, do Memphis Grizzlies – lembra deles? Em 42 jogos pela franquia angelina na última temporada, o jogador, que é agente livre irrestrito nesta offseason, apresentou médias de 5,2 pontos e 4,3 rebotes por exibição.

Jordan Hill – Trocado para o Los Angeles Lakers nas últimas semanas da temporada regular, Hill ficou escondido no banco da equipe angelina até o técnico Mike Brown descobrir que ele é muito mais útil do que Josh McRoberts e Troy Murphy. Depois que provou seu valor, o pivô se tornou o principal reserva de Pau Gasol e Andrew Bynum e, na pós-temporada, apresentou médias de 4,8 pontos e 6,3 rebotes por exibição. Agora, é um agente livre irrestrito relativamente concorrido – já despertou interesse do Minnesota Timberwolves nesta offseason.

Lou Amundson – Outro agente livre irrestrito desta offseason, Amundson está longe de ser um craque, mas pode ajudar de 10 a 20 minutos por jogo com defesa, rebotes e faltas – o chamado “trabalho sujo”. Na última temporada, atuando com a camisa do Indiana Pacers, o ala-pivô apresentou médias de 3,5 pontos e 3,7 rebotes por exibição.

Joel Przybilla – Mais um jogador que se encaixa na mesma categoria de Amundson – tem um arsenal ofensivo bastante limitado, mas pode ajudar na defesa com o chamado “trabalho sujo”. Na última temporada, o pivô, que é agente livre irrestrito nesta offseason, apresentou médias de dois pontos e 5,1 rebotes por jogo pelo Portland TrailBlazers,

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor do LANCE!Net desde 2013, três anos após ter sido estagiário do Diário LANCE!. Neste meio tempo, foi repórter de automobilismo na agência mob36, redator do UOL Esporte e colunista no Basketeria.

Publicado em 07/07/2012, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. O mercado do pivôs está horrível. É a pior fase de Centers que já vi na NBA. Odiaria ver o Dauncan se aposentar nesta temporada, e seria pior ainda vê-lo em outra equipe (duvido muito). Mas se ele sair, o único consolo é que abriria um espaço respeitável na folha salarial, e poderíamos trazer algum nome de peso para o garrafão.
    Precisamos, e muito, de um grande defensor. Já temos Leonard e Jack no perímetro, precisamos de um grande defensor do garrafão e de um reboteiro nato.

  2. tem q traze o cris kaman

  1. Pingback: Reconstruindo o Spurs | Destino Riverwalk

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