Reconstruindo o Spurs – A armação

Começa nesta quinta-feira (5) um especial de três colunas que preparei para falar sobre o elenco do San Antonio Spurs e de possíveis movimentações para a franquia texana nesta offseason. Como em anos anteriores, a série se chamará Reconstruindo o Spurs.

Cada edição do especial poderá ter até quatro partes: “O elenco”, em que falarei sobre as atuais opções que o time texano tem no plantel; “O Draft”, para analisar o reforço vindo do recrutamento de calouros; “Na Europa”, em que listarei os jogadores que atuam no Velho Continente e que têm os direitos ligados ao Spurs; e “No Mercado”, com uma relação de Free Agents bons e acessíveis nesta offseason.

Neste primeiro texto, falarei sobre a armação, que deve ser uma das prioridades da franquia texana nas próximas semanas, já que Tony Parker sofreu com a falta de um reserva confiável na série contra o Oklahoma City Thunder.

O novo franchise player?

1) O elenco

Vamos começar falando sobre os armadores que terminaram a temporada com o Spurs. Será que a solução para a vaga de reserva do francês pode já estar no plantel?

Tony Parker - Desde o começo da temporada, principalmente depois que Manu Ginobili se machucou, o francês assumiu a responsabilidade, jogou o melhor basquete de sua carreira e se transformou no melhor jogador do Spurs, com médias de 18,3 pontos (48% FG, 23,0% 3 PT, 79,9% FT) e 7,7 assistências em 32 minutos por exibição. Por ainda ter 30 anos de idade, Parker pode manter um basquete de alto nível por um bom tempo. Nos resta torcer para que o jogador, que deu um susto nesta offseason ao lesionar o olho, consiga se manter saudável. Vale lembrar que seu vínculo com o time se encerra apenas ao fim da temporada 2014/2015.

Patrick Mills - O australiano chegou nas últimas semanas da temporada regular e rapidamente caiu nas graças da torcida, apresentando médias de 10,3 pontos (48,5% FG, 42,9% 3 PT, 100% FT) e 2,4 assistências em 16,3 minutos por exibição nas 16 partidas da temporada regular. Mas não foi o suficiente para convencer o técnico Gregg Popovich, que, talvez temendo uma falta de experiência e de conhecimento tático por parte de Mills, manteve Gary Neal improvisado na função de armador reserva durante os playoffs. Agora, o camisa 8, que ainda tem o futuro indefinido, é um agente livre restrito na offseason – o que significa que o Spurs pode igualar qualquer proposta feita por ele.

Cory Joseph - Uma das principais apostas do Spurs no Draft de 2011, Joseph, que tem apenas 20 anos de idade, se mostrou um pouco imaturo. Por isso, disputou somente 20 jogos com o time de San Antonio, apresentando médias de dois pontos (31,4% FG, 20,0% 3 PT, 64,7% FT) e 1,2 assistências em 9,2 minutos por exibição. Para se desenvolver melhor, o canadense foi enviado para o Austin Toros, equipe da D-League, a Liga de Desenvolvimento da NBA. Lá, obteve, em média, 13,8 pontos (45,9% FG, 36,9% 3 PT, 92,3% FT), 5,1 assistências e 5,1 rebotes por exibição. Antes da próxima temporada, o armador terá a oportunidade de amadurecer mais um pouco na Summer League – em 2011, a competição foi cancelada por conta do locaute da NBA.

2) Na Europa

Um dos jogadores que está mais perto de acertar com o Spurs para a próxima temporada é um francês que atua na Espanha e que pode jogar nas posições 1 e 2. Conheça-o a seguir:

Nando de Colo - Companheiro de Parker na seleção francesa, De Colo tem tudo para ser anunciado como reforço do Spurs já nas próximas semanas. O jogador, que atua tanto como armador quanto como ala-armador, disputou a última temporada da Liga ACB, o campeonato espanhol de basquete, pelo Valencia, obtendo médias de 15,4 pontos (42,3% FG, 36,0% 3 PT, 86,0% FT) e 2,3 assistências em 27 minutos por exibição. O atleta, que tem 25 anos de idade, tem seus direitos ligados ao Spurs desde 2009, ano em que foi selecionado na 53ª escolha do Draft.

3) No mercado

Por enquanto, rumores dizem que o Spurs procurou na offseason George Hill, que acabou renovando com o Indiana Pacers, e José Calderón, que pode ser dispensado pelo Toronto Raptors. Veja a seguir outras opções viáveis para a franquia texana.

Goran Dragic – E pensar que o Spurs selecionou o esloveno na 45ª escolha do Draft de 2008 para, em seguida, enviá-lo para o Phoenix Suns em troca de Malik Hairston… Dragic assumiu o papel de titular do Houston Rockets após a contusão de Kyle Lowry e tomou conta da posição, apresentando médias de 18,9 pontos e 7,7 assistências por exibição em abril, último mês da temporada regular. É meu nome preferido para a reserva de Parker, mas a concorrência será pesada, já que, além de Suns e Rockets, New Orleans Hornets, Portland TrailBlazers e Toronto Raptors devem ir atrás do atleta, que é agente livre irrestrito na offseason.

Chauncey Billups – Uma das principais contratações do Los Angeles Clippers para a última temporada, Billups disputou apenas 20 jogos antes de machucar-se seriamente. No entanto, conseguiu apresentar as boas médias de 14,9 pontos e quatro assistências por exibição. Agente livre irrestrito, o veterano seria uma boa opção tanto para a reserva de Parker, o que adicionaria experiência ao time reserva, quanto para atuar ao lado do francês, podendo virar até mesmo titular no caso de uma possível saída de Danny Green.

Ramon Sessions – Trocado para o Los Angeles Lakers na metade da última temporada, Sessions se tornou titular da equipe e apresentou médias de 12,7 pontos e 6,2 assistências por partida. Porém, o armador tornou a surpreendente decisão de abrir mão de seu contrato e se tornar um agente livre irrestrito. O atleta tem boa visão de jogo e apenas 26 anos de idade, mas ainda não conseguiu se firmar em nenhuma equipe. Talvez, possa encontrar-se na reserva de Parker, sem a pressão de fazer parte do quinteto inicial.

Jerryd Bayless – Pontuador nato, Bayless poderia fazer uma função parecida com a de Parker no time reserva – abusar do pick-and-roll para infiltrar em direção à cesta, mas, em caso de ajuda, encontrar arremessadores livres no perímetro. O armador, que apresentou médias de 11,4 pontos e 3,8 assistências por exibição na última temporada, é agente livre restrito, mas sua saída pode ser facilitada caso o Toronto Raptors consiga acertar a contratação de Steve Nash, seu principal alvo na offseason.

Kirk Hinrich – Um nome modesto, mas que se encaixaria bem como role player em San Antonio. Com defesa forte, Hinrich se tornaria uma opção para jogar na posição 2, ao lado de Parker, mas também serviria para armar o time reserva – função semelhante à que Hill, outro combo guard, tinha no Spurs. Na última temporada, atuando pelo Atlanta Hawks, o jogador apresentou médias de 6,6 pontos e 2,8 assistências por exibição.

Delonte West – Assim como Hinrich, West – que, na última temporada, atuou pelo Dallas Mavericks e apresentou médias de 9,6 pontos e 3,2 assistências por exibição – também é agente livre irrestrito, também pode atuar nas posições 1 e 2 e também se destaca por fazer um bom trabalho defensivo no perímetro. A diferença é o comportamento dos dois – o primeiro tem imagem de bom moço, enquanto o segundo tem histórico de problemas comportamentais. Será que Pop conseguiria domá-lo como fez com Stephen Jackson?

Derek Fisher – Um veterano em fim de carreira, mas que ainda pode ajudar com experiência dos dois lados da quadra. Fisher mostrou isso nos playoffs da última temporada, quando apresentou médias de 6,3 pontos por partida com a camisa do Oklahoma City Thunder. Imagino que alguns torcedores do Spurs sintam rejeição por seu nome. Mas o fato é que ajudaria bastante ter um reserva que não sentisse o peso de partidas importantes – algo que faltou, por exemplo, para Green na última temporada.

About these ads

Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor do LANCE!Net desde 2013, três anos após ter sido estagiário do Diário LANCE!. Neste meio tempo, foi repórter de automobilismo na agência mob36, redator do UOL Esporte e colunista no Basketeria.

Publicado em 05/07/2012, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Amigos, entendo o sentido do termo dentro do contexto, mas mesmo assim acho que “Reconstrução” seja uma palavra forte. Talvez “reajustes” seria um termo mais adequado.
    Deixando de lado o ufanismo e o lado torcedor, o Spurs tem um dos melhores times da Liga. Considerando plantel, e não somente line-up, é o melhor time. Precisamos de poucas coisas para apresentar um basquete semelhante ao deste ano, aquele das 20 vitórias. Se bem que eu preferia aquele time que era de chegada, que nunca perdeu uma final de Liga.
    Precisamos sim de um SG puro sangue para ser a opção no descanso do Parker. E de um Center que seja um defensor, leão de chácara mesmo. Além destes, as nossas necessidades são cobrir pequenas falhas de elenco, coisa não muito difícil. E dar experiência a Joseph, ao Denmon e ao ótimo Leonard.

  1. Pingback: Reconstruindo o Spurs – As alas | Spurs Brasil

  2. Pingback: Reconstruindo o Spurs – O garrafão | Spurs Brasil

  3. Pingback: Reconstruindo o Spurs | Destino Riverwalk

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 47 outros seguidores