Spurs Brasil entrevista Danny Green

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A posição 3 é uma das principais incógnitas da rotação do San Antonio Spurs para a próxima temporada. Principal aposta da franquia no Draft, Kawhi Leonard é esperança de talento. Consagrado, Richard Jefferson ainda não conseguiu se adaptar ao sistema de jogo da equipe, enquanto jogadores de menos status, como Da’Sean Butler, Lance Thomas e Leo Lyons, sonham com alguns minutinhos na rotação. Ala-armador de origem, James Anderson também está pronto para quebrar um galho na função. No meio dessa confusão toda, um nome pode surpreender: Danny Green.

Green esteve em quadra contra o Grizzlies

Especialista em defesa, o ala de 24 anos foi um dos dois únicos dessa extensa lista que foi acionado pelo técnico Gregg Popovich nos playoffs da última temporada – o outro, claro, foi o titular Jefferson. É verdade que Green só esteve em quadra na pós-temporada por cerca de sete minutos, mas isso o coloca à frente de Anderson e Butler, por exemplo, que já faziam parte do elenco naquela época. Este fato e suas qualidades defensivas fazem o jogador ficar confiante para a próxima temporada.

Enquanto o locaute não termina, o jogador escolheu um caminho diferente dos demais jogadores do elenco texano. Ele está na Eslovênia, atuando pelo Union Olimpija – mesma equipe de Davis Bertans, outra das apostas do Spurs no último Draft. Até aqui, em três partidas na Euroliga, Green apresentou médias de 15,3 pontos (44,4% FG, 33,3% 3 PT, 90% FT), 3,7 rebotes e duas assistências em pouco menos de 31 minutos por exibição. Apesar dos bons números, sua equipe venceu apenas um jogo.

Por meio da assessoria de imprensa de sua nova equipe, Green topou responder algumas perguntas para o Spurs Brasil. Confira a entrevista na íntegra a seguir:

Spurs Brasil – Depois de suas primeiras partidas oficiais pelo Union Olimpija, você acha que o jogo na Europa é muito diferente do da NBA? Quais são as principais diferenças?

Danny Green – Sim, eu acho que é diferente. Tem suas semelhanças, mas, ao mesmo tempo, tem um estilo de jogo diferente e regras diferentes. Não tem três segundos defensivos, então o garrafão é mais povoado e você tem que saber usar bem os espaços. É um jogo com muito pick and roll e muita movimentação de bola, mas geralmente baseado em um ou dois caras, não mais do que isso. Não é muito mais físico, mas você tem de ser mais esperto defensivamente porque você nunca sabe o que os juízes vão marcar.

SB – Como é a vida fora dos Estados Unidos? É difícil viver em outro país, com outra cultura e outro idioma?

DG – A vida fora dos EUA não é tão difícil, especialmente porque todo mundo aqui fala inglês, o que ajuda. A comida é muito boa e o clube nos dá tudo o que precisamos, então eles fizeram um bom trabalho ajudando na nossa adaptação.

SB – Como a equipe te contatou na offseason? Outros times europeus fizeram propostas?

DG – A equipe me contatou por meio dos meus agentes e sim, eu tive outras ofertas de outros times, mas nenhuma tão boa quanto essa, que me permite jogar até o fim do locaute e, quando ele acabar, voltar se eu quiser.

SB – Se você não estivesse jogando na Europa, quais aspectos do seu jogo você estaria trabalhando? Você se sente capaz de trabalhá-los na sua nova equipe?

DG – Eu tento trabalhar todos os aspectos do meu jogo: arremesso, controle de bola, trabalho de pés, velocidade dos pés para propósitos defensivos e tudo o mais que faz parte do jogo. Aqui, eu sou bem capaz de trabalhar essas coisas, é por isso que é uma ótima situação.

A defesa de Green fez o ala ser acionado em jogos importantes

SB – Na última temporada, você foi um dos poucos jovens jogadores do Spurs que atuou nos playoffs. Você se sente pronto para ser relevante na rotação? Acha que isso vai acontecer?

DG – Sim, na última temporada eu me senti sortudo por poder entrar em quadra nos playoffs. O técnico Pop não precisava fazer aquilo. No ano que vem, espero ser parte da rotação e estar totalmente preparado para quando a hora chegar. É por isso que estou trabalhando meu jogo agora, todas as coisas que a organização me falou para trabalhar.

SB – Desde Bruce Bowen, o Spurs teve problemas para encontrar um swingman defensivo, um jogador para parar as estrelas do time adversário. Você pode ser esse jogador?

DG – Bruce Bowen é o wingman ideal que todo mundo fala quando se fala sobre o Spurs, por muitas razões, mas, principalmente, porque ele obtinha muito sucesso no sistema da equipe. Eu tive a chance de vê-lo jogando quando eu era mais novo e de estudar seu jogo. Espero ser capaz de me tornar o jogador que eles estão procurando, especialmente defensivamente.

Green em ação por sua nova equipe

SB – As posições 2 e 3 estão cheias de jovens jogadores no elenco do Spurs e de prospectos ao redor do mundo, como Nando de Colo e Davis Bertans. Você acha que isso é bom para a equipe?

DG – Sim. Permite que a gente trabalhe juntos e que um force o outro para melhorar. Também porque podemos aprender com os alas veteranos, assim, quando eles pararem, seremos capazes de continuar a tradição vencedora da equipe.

SB – Antes do locaute, você teve a chance de falar com Gregg Popovich sobre a próxima temporada? O que ele disse para você fazer?

DG – Tive a chance de falar com ele em várias ocasiões, seu maior conselho para mim foi trabalhar minha coordenação motora e meu senso de urgência. Nós realmente não conversamos muito sobre a próxima temporada, ele apenas queria que nós, os jovens jogadores, continuássemos trabalhando duro nas nossas fraquezas, para que tivéssemos a chance de jogar na equipe, e que nós nos preparássemos para o locaute, que era o foco principal antes de tudo acontecer.

SB – Você chegou a falar com o Bertans sobre jogar no Spurs?

DG – Não, eu nunca falei com ele sobre isso.

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor do LANCE!Net desde 2013, três anos após ter sido estagiário do Diário LANCE!. Neste meio tempo, foi repórter de automobilismo na agência mob36, redator do UOL Esporte e colunista no Basketeria.

Publicado em 06/11/2011, em Entrevistas. Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Francisco Neto

    Danny não tem muito potencial, mas eu acho que ele tem talento suficiente pra ter uma vaga na rotação do Spurs como defensive specialist, mais ou menos no estilo do Sefolosha/Allen.
    Ele sempre foi bom defensor desde o college, só precisa de um arremesso de 3 sólido.
    Spurs está cheio de jogadores novos nas posições 2/3. Será uma briga boa entre Butler, Green, Anderson e Leonard. Neal também entra no bolo, mas creio que será mais usado como backup PG.
    De qualquer maneira é bom ver que o Green está jogando bem na Europa.

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