O adeus de Shaq

Vocês podem até estar estranhando um post sobre Shaquille O’Neal aqui. Logo aqui, no blog do San Antonio Spurs, eterno adversário do super-pivô. Mas não há como deixar passar em branco a aposentadoria de uma lenda da NBA como ele. Deixo de lado minha face de torcedor e assumo o papel de admirador do esporte, amante do basquete e da NBA.

Outro encontro como este, só em uma futura partida de showbol

Foram 19 temporadas de Shaq na liga norte-americana. Eu mal havia aprendido a falar e o gigante já fazia estragos nos garrafões da NBA após ser recrutado pelo Orlando Magic. Em 1995 já fazia seu primeiro grande feito, levando a franquia, que tinha apenas seis anos de existência, à sua primeira final da liga, com médias monstruosas de 29,3 pontos e 11,4 rebotes.

Mas este foi só o primeiro passo de uma carreira genial de Shaq. Depois vieram quatro títulos da NBA (três com o Lakers e um com o Heat), um MVP (2000), três MVP Finals (2000, 2001 e 2002), 15 seleções para o All-Star Game e oito seleções para o All-NBA First Team, entre tantas outras conquistas que, se listadas, me exigiriam ao menos uma dezena de linhas.

Mas não quero entrar no mérito de quem foi Shaq apenas pelas conquistas. Shaq foi muito mais do que isso. Quando comecei a me interessar por basquete, quando ainda era um pré-adolescente, Shaquille O’Neal era “o cara” da NBA. Talvez tenha sido o primeiro jogador que conheci e aprendi a admirar.

Em uma época de entressafra de ídolos, no período pós-Jordan, Shaq foi um dos primeiros a despontar como um novo ícone, o novo “garoto-propaganda” da NBA. Papel que ele sempre tirou de letra. Apesar do comportamento polêmico em algumas ocasiões, Shaq sempre foi dono de um carisma sem igual. Brincalhão e sorridente, era um dos preferidos da garotada onde estivesse.

Tenho apenas 20 anos, mas pude ver, ao menos um pouco, o auge deste gigante. Os mais jovens podem não ter noção da dimensão do que Shaq significa para a NBA e para quem começou a acompanhar o basquete na primeira metade dos anos 2000. Posso dizer que, junto de Tim Duncan, foi ele o meu ídolo. Houve um período, inclusive, que Timmy e Shaq dominavam a liga, e de 99 a 2007 não houve uma final sequer sem a presença de um deles.

Ganhei mais admiração ainda por Shaq nos anos finais de sua carreira. Mesmo depois de ter sido o jogador mais dominante da NBA, aceitou o papel de coadjuvante – se é que podemos chamar assim um cara com médias de 20 pontos e nove rebotes – na campanha do título do Miami Heat, em 2006, formando dupla com Dwyane Wade.

O tempo passou e Shaq já não era mais o mesmo. O tempo passa para todo mundo e o corpo já não tem mais a mesma capacidade de antes. E Shaq soube aceitar seu papel e seguiu na ativa. Perambulou por Suns, Cavs e Celtics nos últimos anos de carreira, pelo simples prazer de jogar, já que de dinheiro ele não precisaria mais. Acima de tudo, Shaq amava jogar basquete, e era isso que o mantinha em quadra.

Mas chegou a hora do grande astro deixar seu palco. Sai de cena o policial nas horas vagas, o Shaq Attack, o The Diesel, o Big Cactus… Obrigado, Shaq, pelos serviços prestados ao basquete.

E agora, olho nas prateleiras de rap, nos filmes, nos programas de talk show da televisão. Algo me diz que ainda veremos muito de Shaquille O’Neal nesses lugares.

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Sobre Victor Moraes

Formado em Jornalismo no ano de 2012 pela Universidade Metodista de São Paulo. Fanático por esportes, sobretudo o basquete, onde também se arrisca a jogar uma peladinha com os amigos. Tem Tim Duncan como maior ídolo e se orgulha de fazer parte da equipe do Spurs Brasil desde a criação.

Publicado em 02/06/2011, em Artigos. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Shaq, Duncan e Bryant dominaram a década

  2. tipo, o shaq e o duncan já se enfrentaram bastante, até com uma passagem em phoenix do o’neal, contratado só pra “tentar” parar o duncan,
    não teria nenhum vídeo de um falando do outro, ou comparando as duas lendas

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