Talento jovem

Bem que o Tony Parker falou: o San Antonio Spurs perdeu para o Memphis Grizzlies no frontcourt. Apesar da evidente decadência física da equipe texana e do esforço defensiva do rival, continuo achando o Spurs mais time. A equipe foi eliminada no matchup, mesmo: lá, embaixo da cesta, o Grizzlies tinha uma vantagem impossível de compensar em outros setores da quadra. Cientes do problema, diretoria e corpo técnico do time de San Antonio já começaram a se movimentar para resolvê-lo.

Aposentado, McDyess agora tem mais o que fazer

E a primeira aposta para isso é, digamos, “caseira”. O Spurs já detém os direitos sobre Ryan Richards, recrutado pela franquia texana na 49ª no draft de 2010. Agora, tenta resolver as nuances de seu contrato junto ao CB Canaria, equipe espanhola que tem vínculo com o ala-pivô inglês. O jogador passou os últimos meses se recuperando de uma cirurgia no ombro e é uma grande incógnita – menos para os dirigentes da equipe de San Antonio, que o convidaram para um período de treinos em março. Para matarmos nossa curiosidade, vamos poder ver Richards nesta offseason: o ala-pivô anunciou que vai atuar no Europeu sub-20 para recuperar seu ritmo de jogo.

Outros “remédios” caseiros foram estudados. Leo Lyons, titular do Austin Toros, foi convidado para um período de testes com a equipe texana. Na última temporada, o jogador disputou 34 partidas – 27 como titular – e anotou em média 14,9 pontos (48,1% FG, 39,2% 3 PT, 69,4% FT) e seis rebotes em 29,6 minutos por noite. Quem também teve essa chance foi Lance Thomas, outro titular da equipe da D-League filiada ao Spurs. Pelo Toros, o atleta participou de 46 partidas, todas como titular, e obteve médias de 12,6 pontos (50% FG, 70,3% FT) e 5,5 rebotes em 29,8 minutos por jogo. Os dois podem atuar tanto como ala quanto como ala-pivô, e podem acabar sendo o antídoto também para outra carência do elenco: a ala.

O Spurs também está de olho em possíveis reforços via draft. Até aqui, a imensa maioria dos jogadores observados pela franquia atuam debaixo da cesta. Os primeiros nomes que surgiram foram Jamie Skeen, de Virginia Commonwealth, Justin Harper, de Richmond e Matt Howard, de Butler. Depois, surgiu a notícia de que a franquia texana estaria interessada no turco Enes Kanter, considerado por especialistas o melhor pivô do próximo draft. Mas a imprensa de San Antonio afirma que o montenegrino Nikola Vucevic é a principal aposta do time para o recrutamento de calouros.

O que, claro, todos têm em comum é o fato de serem jovens e altos. Tratam-se de candidatos a se juntarem a DeJuan Blair e a Tiago Splitter. E é de fato fundamental que a equipe traga um big man no draft deste ano, já que a próxima temporada deve ser a última de Tim Duncan. Assim, o novato – ou os novatos, no caso da vinda de Richards – podem passar um ano treinando com um dos melhores da história e ouvindo de perto seus conselhos.

Uma curiosidade: dos oito jogadores citados nesta coluna, somente dois – Thomas e Kanter – têm um arremesso de três pontos ruim. Talvez essa seja uma exigência que Gregg Popovich fez – atualmente, no elenco texano, só Matt Bonner e Steve Novak – se renovar – têm essa característica entre os gigantes.

Claro que o frontcourt deve ser o foco do Spurs também nos reforços. O mercado terá free agents interessantes em 2011, como Carl Landry, Kenyon Martin, Joel Przybilla e Samuel Dalembert. Mas confio na competência dos olheiros, da diretoria e do corpo técnico da franquia texana para que um jogador jovem e bom seja encontrado para executar esse papel, o que economizaria um dinheiro importante – que, por exemplo, poderia ser usado para contratar um ala. É hora da equipe usar a mesma perícia utilizada no perímetro – que encontrou Manu Ginobili, Tony Parker e George Hill – para localizar gigantes de talento.

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Sobre Lucas Pastore

Um dos fundadores do Spurs Brasil, seu maior orgulho na carreira jornalística. Formado em Jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2010, é editor do LANCE!Net desde 2013, três anos após ter sido estagiário do Diário LANCE!. Neste meio tempo, foi repórter de automobilismo na agência mob36, redator do UOL Esporte e colunista no Basketeria.

Publicado em 28/05/2011, em Na linha dos 3. Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Não foi ‘só’ no garrafão que o Spurs perdeu..

    O Memphis acabou com a nossa bola de 3pt … NGM conseguia acertar da zona morta.. e essa era nossa principal jogada..

    • Leo, concordo que o Grizzlies anulou as bolas de três. Citei a dedicação defensiva da equipe de Memphis no primeiro parágrafo. Mas acredito que a parada foi decidida mesmo no garrafão!

  2. Graças a Deus MAcdyess aposento, soh falta mandarem o Bonner embora que fika sussa…

  3. Go Spurs!!!!! To muito Bebado. hauhauhauah

  1. Pingback: O que o Spurs pode aprender nas finais? | Spurs Brasil

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