Arquivo mensal: abril 2009

Negócios começam em San Antonio

Após ser eliminado na primeira rodada da pós-temporada na série ante o Dallas Maverics, o San Antonio Spurs começa a se movimentar para reforçar seu plantel, visando uma próxima temporada melhor do que foi a atual, marcada por contusões e incostância. As duas primeiras negociações das quais a equipe deve participar envolvem o veterano ala Michael Finley e o ala-pivô Drew Gooden. Em ambos os casos, as conversas devem ser exaustivas.

Finley ainda tem dúvidas se dará continuidade à carreira (yahoo.com)

Finley (.esq) marca Josh Howard nos playoffs. Jogador ainda tem dúvidas se dará continuidade à carreira (yahoo.com)

Finley, atualmente com 36 anos, tem vínculo com a franquia do Texas até julho deste ano. Seu contrato, no entanto, conta com uma cláusula que permite a renovação automática por mais uma temporada, com vencimentos de US$ 2,5 milhões. A motivação do ala, entretanto, não é das maiores quando se toca no assunto.

“Não sei ainda o que vou fazer”, disse Finley ao ser questionado se continuaria na NBA. “Tenho algumas alternativas, entre elas me aposentar. Preciso pensar com calma e analisar a situação. Se continuar na NBA, devo ficar por aqui [em San Antonio], mas pode ser que eu vá para a Europa passar um ano por lá antes de me retirar. Não tenho nada decidido ainda”.

Gooden, por sua vez, procurará o melhor para o lado financeiro (yahoo.com)

Gooden, por sua vez, procurará o melhor para o lado financeiro (yahoo.com)

Se com Finley o grande problema parece ser uma possível tendência do atleta em se aposentar, o caso de Gooden parece um pouco mais complicado. Recém-chegado ao Spurs, o jogador tem contrato com valor baixo e que vence também em julho próximo. Sua idéia, no entanto, é conseguir um contrato de duração mediana e que lhe pague o valor que recebia antes de ser dispensado pelo Sacramento Kings, em meados da temporada que vai terminando.

“Poderei testar o mercado, buscar peixes em outras águas”, metaforizou o ala-pivô. “Gostei muito de atuar no Spurs, mas não sei se os valores serão compatíveis. Meu desejo é ficar, mas ainda não sei como serão as coisas. As negociações devem começar em breve. Com o Spurs e com outros times, quem sabe”.

Rasheed nunca pediu para ser mandado embora

Segundo dirigente, Rasheed mantém boas relações com o Pistons

Segundo dirigente, Rasheed mantém boas relações com o Pistons

Cotado como um dos possíveis reforços do San Antonio Spurs para a próxima temporada, o ala-pivô Rasheed Wallace, atualmente jogador do Detroit Pistons, foi citado nesta quinta-feira pelo presidente de operações da equipe do Michigan, Joe Dumars, durante uma coletiva de imprensa concedida pelo executivo para justificar a má fase de sua franquia, varrida pelo Cleveland Cavaliers na primeira rodada da pós-temporada do Leste.

Ao falar de Wallace, o ex-jogador e atual mandatário do Pistons não garantiu nenhuma vez que o experiente ala-pivô seguirá no Michigan nas próximas temporadas. No entanto, Dumars negou que Sheed, como é conhecido, tenha pedido para ser dispensado do time e que o mesmo se apresenta insatisfeito jogando no Pistons.

“Nunca ouvi nada de Rasheed sobre uma possível saída para outro time”, disse Dumars. “Sempre tivemos uma ótima relação e acho que o Pistons fez muito bem para ele, e há consciência deste fato por parte dele. Não posso garantir que ele ficará conosco nas próximas temporadas, mas garanto que ele nunca pediu para ser mandado embora”.

Wallace tem contrato expirante e, segundo diversas fontes que acompanham o general manger do Spurs, RC Buford, já existem negócios avançados entre as duas partes. O contrato oferecido ao veterano seria de uma ou duas temporadas, pelo valor da mid-level exception, que permite times que estão acima de seu limite salarial contratem agentes livres.

Spurs vs. Mavericks – Playoffs 2009 – Jogo 5

Melhores Momentos de Spurs vs. Mavericks – Jogo 5 – 28/04/2009

Top 5 da Rodada de 28/04/2009

Entrevistas após a partida com o técnico Gregg Popovich, Tim Duncan, George Hill e Ime Udoka

Coletiva de imprensa no dia após a eliminação com o técnico Gregg Popovich, Bruce Bowen, Drew Gooden, Roger Mason Jr. e Michael Finley

Rasheed Wallace pode estar de chegada

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Muitas vezes taxado de jogador problema, Rasheed Wallace fez bom trabalho por onde passou. No início de carreira, no Portland Trail Blazers – depois da passagem de um ano pela equipe do Washington Wizards – o ala-pivô, mesmo perseguido pelo eterno problema com as faltas técnicas, agradou e montou um grande pilar ao lado do ídolo lituano Arvydas Sabonis. Depois disso, uma curta passagem pelo Atlanta Hawks (curta mesmo!). Wallace participou de apenas um jogo em Atlanta, que foi suficiente para deixar sua marca por lá; 20 pontos e seis rebotes na oportunidade.

Mesmo com temperamento difícil, Sheed (.esq) melhorou com o tempo e hoje em dia anda mais tranquilo

Mesmo com temperamento difícil, Sheed (esq.) melhorou com o tempo e hoje em dia anda mais tranquilo

Insatisfeito em Atlanta, o atleta de temperamento forte acabou indo parar em Detroit. No Pistons, Rasheed viveu sua melhor época na carreira. Ajudou sua equipe a vencer o título de 2004 em cima do badalado Los Angeles Lakers – que na época contava com Karl Malone e Gary Payton ávidos por um anel. No ano seguinte, Wallace ajudou o Pistons a chegar numa nova final; nessa oportunidade, no entanto, derrota no emocionante jogo sete diante do San Antonio Spurs.

Só que as vezes é difícil escapar de uma encrenca

Só que as vezes é difícil escapar de uma encrenca

Falando em Spurs, rumores que colocavam o veterano ala-pivô em San Antonio no meio dessa temporada voltaram à tona com a saída da equipe dos playoffs. É dito nos bastidores que R.C Buford, gerente geral do time, fará uma proposta ao jogador dentro da mid-level exception - regra na NBA que permite que equipes com salários acima do salary cap possam contratar agentes livres. Como Rasheed Wallace se torna free agent nessa proxima temporada, é bem provável que ele venha a se juntar ao elenco texano no ano que vem.

Ao meu ver, Sheed, como é conhecido o já veterano jogador, cairia como uma luva em San Antonio. Gregg Popovich precisa mais do que nunca de um jogador de confiança que possa aliviar os minutos de Tim Duncan e chamar a responsabilidade quando preciso. Matt Bonner provou no final da temporada que ainda é incapacitado para assumir tal papel (e nem nunca será). Drew Gooden pouco agradou nos jogos em que atuou, e dificilmente conseguirá uma vaguinha pro ano que vem. Tiago Splitter é outro que tem chances reduzidas de desembarcar no Texas em 2009-2010. Ou seja, Rasheed Wallace pode ser aquele jogador que estava faltando em San Antonio; o próprio jogador havia declarado que adoraria jogar ao lado de Tim Duncan, que para ele é um dos melhores jogadores da história da NBA. É esperar para ver.

Spurs (1) vs. Mavericks (4) – Jogo 5 – Obrigado, Parker. Adeus, Spurs

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Caros leitores, hoje eu deveria escrever aqui o resumo da quinta partida entre San Antonio Spurs e Dallas Mavericks, válida pela série em melhor de sete jogos da primeira rodada da pós-temporada. Mas como escrever sobre uma série na qual eu não vi o Spurs em quadra? Não leitor, eu não deixei de assistir os jogos. Mas esse time que vestiu aquele uniforme prateado não era a nossa equipe de San Antonio. Tim Duncan não foi Tim Duncan. Drew Gooden não foi Drew Gooden. Roger Mason talvez tenha sido Roger Mason, mas prefiro acreditar naquele ala-armador decisivo da temporada regular. Tony Parker, ainda bem, foi muito mais do que sempre era. E deverá ser assim sempre, pois este é um jogador em franca ascenção.

Mesmo com a eliminação, é sempre bom deixar nosso rivais alertas, como faz a torcedora (Getty Images)

Mesmo com a eliminação, é sempre bom deixar nosso rivais alertas, como faz a torcedora (Getty Images)

O duelo em San Antonio, por sinal, mostrou o contrário de ascenção. Mostrou a queda completa do Spurs, que sem o ala-armador Manu Ginobili não ofereceu um perigo sequer aos seus maiores rivais, agora participantes da segunda rodada dos playoffs. Logo no primeiro quarto, um banho de água fria nas já combalidas esperanças: 31 a 20 para os forasteiros, sem dó e nem piedade, e com Dirk Nowitzki mostrando como se faz.
Parker até que tentou, mas sozinho foi impossível

Parker até que tentou, mas sozinho foi impossível

Se ainda assim haviam torcedores com esperanças, essas foram reforçadas no segundo período, vencido por sete pontos pelo Spurs, placar de 28 a 21. Parker comandava, como de praxe, a equipe, e a presença de Duncan era mais sentida do que nos últimos duelos. Mas tudo que é bom dura menos do que deveria, e o segundo quarto chegou ao fim.

Com o intervalo passado, era hora de os jogadores de San Antonio reagirem. Placar do período? Esse foi de 30 a 19… para o Mavericks. A famosa pá de cal estava jogada. Descansou em paz a partir desse momento um paciente que não relutou em morrer. Mas não vou falar que a derrota foi merecida, pois tenho pena de Parker. Esse merece todos os elogios. Se comportou como um homem.

Para Parker deixo o meu obrigado. Mostrou que o futuro da franquia pode ser brilhante mesmo com o inevitável envelhecimento de Duncan e Manu. Suas médias foram impressionantes, suas vontades mais ainda. Cada vez mais o francês tem a cara do Spurs. O último quarto? Nada que mudasse o panorama do jogo; placar final 106 a 93 para o Dallas.

Mesmo sendo a estrela do Dallas, Nowitzki passou longe de brilhar contra o Spurs

Mesmo sendo a estrela do Dallas, Nowitzki passou longe de brilhar contra o Spurs

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tony Parker – 26 pontos e 12 assistências

Tim Duncan – 30 pontos e oito rebotes

Dallas Mavericks

Dirk Nowitzki – 31 pontos e nove rebotes

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