Arquivo mensal: setembro 2008

WNBA – Crossley gostaria de voltar para a grande final

A ala-armadora Shanna Crossley ficou fora de toda a temporada da WNBA, pois rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo em um dos jogos da pré-temporada. Após passar por cirurgia e longa recuperação, Crossley tem chances remotas de retornar às quadras na grande final contra o Detroit Shock. Entretanto, em entrevista, a jogadora se disse preparada caso já pudesse voltar ao ofício.

“Honestamente, de tão bem que venho me sentindo, vejo que poderia jogar a final. Basicamente eu já posso fazer tudo, mas não estou liberada para atuar; então isso só está testando minha paciência”, disse a jogadora, que é uma das melhores arremessadoras de três pontos da liga. Crossley está otimista quanto à sua recuperação e espera voltar às quadras o mais breve possível: “Eu voltarei; ir disputar os campeonatos europeus é uma das minhas metas. Normalmente eu prefiro ficar aqui (Nos EUA) do que ir para fora do país. É possível que em novembro eu já esteja apta a jogar, aí quem sabe após o ano novo eu não vá disputar a liga européia”.

Crossley não escondeu a chateação por ter que ficar de fora do time durante a temporada vitoriosa; entretanto, disse que está torcendo muito por suas companheiras: “Isso tudo é frustrante, porque logo na única temporada que eu perco, o time chega até as finais (…) Não estar lá é muito duro. É um momento bom e ruim ao mesmo tempo; é impossível não ficar animada por essas garotas, e não estou dizendo isso para ser politicamente correta ou uma boa companheira. O fato é que eu amo todas essas garotas como irmãs e como amigas. Não poderia estar mais feliz por elas”

Sem muitas chances de retornar para o duelo contra o Detroit, a jogadora falou um pouco sobre sua nova função no elenco: “Meu trabalho agora é fazê-las (As jogadoras) rir, diverti-las comigo no banco. Darei meu máximo para cumprir essa meta durante os playoffs“, finalizou Crossley.

WNBA – Stars venderão ingressos para as Finais por US$ 5

Classificadas pela primeira vez para a grande final da WNBA, as meninas do San Antonio Silver Stars receberão um grande apoio da diretoria da franquia para que o público compareça em massa nos dois primeiros jogos da série em melhor de cinco, que será disputada contra o Detroit Shock a partir da próxima quarta-feira (1º de outubro). Trata-se de a cúpula diretiva que administra as finanças da franquia – que, entre outros, tem o Spurs como uma de suas vertentes – ter colocado à venda diversos ingressos por apenas US$5.

A estratégia é uma tentativa de atrair o povo de San Antonio para lotar o ginásio e incentivar as meninas, que fizeram a melhor campanha na temporada regular e eliminaram na pós-temporada o fortíssimo Los Angeles Sparks. A tentativa surge no momento em que as Stars mais precisam de apoio, visto que, apesar de toda a estrutura do basquete feminino nos EUA, a torcida não é tão fanática como na NBA, e, por isso, frequentemente ginásios são vistos com poucos torcedores.

Vale lembrar que o Spurs Brasil acompanha as meninas de San Antonio na busca pelo inédito título a partir de amanhã. Vale a pena conferir!

Acabou o reinado no Texas?

Não é de hoje que especialistas e torcedores do San Antonio Spurs pregam uma urgente renovação na equipe. Com a manutenção da base vitoriosa composta, principalmente, por Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, além da aquisição de bons jovens valores, o Spurs obteria um time que colocaria a equipe – ainda mais – como credenciadíssima ao título. Na atual abertura de mercado da NBA, nada de a franquia se mexer. Darius Miles foi cogitado e acabou no Celtics. Corey Maggette foi citado, mas escolheu o Warriors. A bola da vez é Stephon Marbury, mas este deve acabar longe de San Antonio.

Obviamente, nenhum dos citados jogadores é um promessa ou algo do tipo, mas seriam interessantes demais para uma significativa melhora na rotação do time. Miles e seu problema crônico no joelho receberam, após aposentadoria declarada e descartada aos 26 anos, uma chance dos atuais campeões da NBA. Se o jogador estiver com 100% de sua forma física, é um baita reforço para qualquer time. Maggette, dos citados reforços, é o que mais me agrada. Ala pontuador, traria alegria ao modo de jogar do time, fator que considero essencial. Por fim, Marbury e seu problema crônico no cérebro poderiam ser interessantes para uma equipe que tem Jacque Vaughn (agora Salim Stoudamire) na reserva imediata.

Enquanto isso, no mesmo Texas que abriga o Spurs, uma potência começa a tomar aparência. Trata-se do Houston Rockets, rival local do Spurs e que tem se reforçado muito (e bem) para próxima temporada. Tudo começou com o rival de San Antonio cedendo um grande jogador por um saco de batatas e algum dinheiro. Luis Scola, companheiro de Manu na seleção argentina, se firmou como um dos melhores novatos da última temporada e fez doer o coração daqueles que imaginaram um time (máquina?) formado por: Parker-Manu-Bowen-Scola-Duncan. Já nessa abertura de mercado, os Rockets trouxeram nada menos do que Ron Artest, polêmico ala que fez fama no Sacramento Kings, e que quando está com a cabeça no lugar é, de longe, um dos melhores defensores da NBA.

A chegada de Artest só fortalece ainda mais um grupo que já conta com o excepcional Tracy McGrady, que pode nunca ter passado da primeira rodada da pós-temporada, mas é um jogador de qualidade soberba. O pivô Yao Ming, astro da China, ainda completa este time, que promete vir com tudo para a obtenção de seu terceiro anel de campeão. E, se nada der errado, o Rockets tem time para fazer bonito na próxima temporada.

Se nos últimos dez anos – desde a formação da dupla Duncan-Robinson – o Spurs dominou o Texas, obtendo quatro títulos de campeão do Oeste (contra nenhum do Rockets e um do Dallas Mavericks, outro rival texano) e outros quatro da NBA (contra nenhum de ambos os rivais), o time de Houston pode tirar o de San Antonio da reta e se tornar o ‘mandante’ do Texas. A situação contrastante colocada a partir da formação de um grande time pelo Rockets e envelhecimento de um grande time pelo Spurs deve preocupar os torcedores do último, que vêem sua hegemonia ameaçada realmente pela primeira vez – o Mavericks nunca montou time como o montado pelo Houston agora, por isso considero a primeira ameaça.

Enfim, se o San Antonio Spurs não abrir seus olhos e reforçar o time com mais qualidades, podemos ter a surpresa de outra força emanando do Texas, desta vez vestindo vermelho e branco. Esperar o brilho de Tiago Splitter e a consolidação de Ian Mahinmi não é a solução, certo Popovich?

WNBA Playoffs – Só faltou fazer chover

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72X76

Que jogo! Talvez sejam essas minhas únicas e suficientes palavras para definir o duelo de hoje entre San Antonio Silver Stars e Los Angeles Sparks. A vitória foi para o time texano – que pela primeira vez alcança a final da liga – mas o mérito fica por conta da memorável atuação da armadora Becky Hammon. Hammon teve uma noite digna de MVP; anotou 35 pontos – segunda maior marca da história em playoffs – além de pegar sete rebotes e distribuir quatro assistências.

A partida começou feia; os dois times erravam bastante e o primeiro quarto terminou sem grandes emoções. O clima morno continuou até o intervalo, que, ao seu final, sinalizava quatro pontos de vantagem para as visitantes. Foi na volta que o jogo começou a esquentar; ambos os times começaram a acertar, Becky Hammon estava impossível com seu gatilho de três pontos, enquanto a novata Candace Parker lutava para chegar à final da WNBA logo em sua primeira temporada. Faltando 1:57 para o término da partida, a armadora do Sparks – Tameka Johnson – converteu dois lances livres e deixou sua equipe com cinco pontos de vantagem no marcador. Foi então que brilhou a estrela de Hammon; a jogadora empatou o jogo com uma cesta de três pontos à 1:03 do fim.  “Voltamos ao jogo quando as coisas pareciam impossíveis”, disse ela após o triunfo.

Depois de perder sua vantagem, o time de Los Angeles desperdiçou suas duas posses seguintes. Com a chance de atacar para a vitória, Hammon foi à linha de lances livres mais duas vezes e converteu os quatro arremessos que deram números finais ao marcador, 76 a 72. “Tentei derrotá-las a todo custo (…) Isso é repetição; são para esses momentos que se trabalha tão duro como um atleta”, completou a armadora.

Pelo lado das Sparks, o técnico Michael Cooper lamentou a derrota: “Penso que a incapacidade para converter os arremessos decisivos foi chave para a nossa eliminação (…) Quando precisávamos de uma cesta, não conseguimos fazê-la”, disse o desanimado treinador.

Com a vaga garantida, a equipe texana aguarda o vencedor do duelo entre New York Liberty e Detroit Shock. No jogo de hoje, o Detroit fez valer o mando de quadra e empatou a série. O jogo decisivo será disputado amanhã, novamente em Detroit. Vale lembrar que a grande final é disputada em melhor de cinco jogos – não mais em três como nas séries anteriores. 

Destaques da partida

San Antonio Silver Stars

Becky Hammon – 35 pontos, 7 rebotes e 4 assistências

Sophia Young – 18 pontos

Los Angeles Sparks

Candace Parker – 16 pontos, 9 rebotes e 5 assistências

Delisha Milton-Jones- 16 pontos e 10 rebotes

O que esperar para a próxima temporada?

Dentro de um mês, a temporada irá começar, e uma dúvida paira sobre a cabeça dos torcedores do Spurs: Afinal, o que podemos realmente esperar para a próxima temporada? Será que conseguiremos nosso sonhado penta campeonato? Será que venceremos o Oeste? Chegaremos à final de conferência? Ou tombaremos antes de alcançar estes objetivos?

Hoje em dia, ainda figuramos entre os favoritos, porém já não reinamos absolutos nos palpites como tempos atrás. Muitos listam, principalmente, Boston Celtics e Los Angeles Lakers à frente do Spurs na lista de prováveis campeões. Mas a verdade é que estes times estão realmente um passo a frente dos demais candidatos ao título. São os atuais campeões das conferências e mantiveram praticamente os mesmos jogadores, sem perdas significativas.

O Spurs também manteve praticamente a mesma equipe, porém todos sabemos que o elenco está ficando envelhecido. O trio formado por Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili é a principal arma da equipe na busca por mais um título. A defesa continua sólida, sendo sempre uma das que sofrem menos pontos dos adversários, e o ataque é bem organizado e eficiente. Essa filosofia de jogo trouxe 4 anéis de campeão à equipe, e agora existe a possibilidade de trazer o quinto.

Algumas pequenas mudanças ocorreram desde o fim da temporada passada. Brent Barry deixou a equipe e rumou para a cidade de Houston. Robert Horry deve deixar a equipe e se aposentar. Em compensação alguns novos jogadores chegaram. Roger Mason Jr foi o primeiro contratado, vindo do Wizards; é um ala-armador versátil que tem boa capacidade de pontuar e também jogou em algumas ocasiões como armador principal. Salim Stoudamire chegou do Atlanta Hawks; sua principal arma é o arremesso de 3 pontos, e ele chegará ao Spurs para suprir a saída de Barry. Além deles, Ian Mahinmi deve ser incorporado de vez ao elenco e ser uma nova opção para o garrafão. Também chegou ao time o armador George Hill através do Draft, vindo da Universidade de Indiana. Nenhuma contratação de peso, porém bons nomes para compor o banco de reservas, que aliás sempre foi uma das armas do Spurs; com bons jogadores entre os reservas, o nível do jogo não diminui com a rotação.

Além disso, a favor da equipe de San Antonio temos a superstição. Isso mesmo, para quem acredita em superstições e coincidências, 2009 é ano ímpar!!! E em todo ano ímpar, o Spurs sagra-se campeão! E Esperamos que em 2009 a superstição se confime e que possamos comemorar mais um título.

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